DINÂMICA DO USO E COBERTURA DO SOLO E SEUS EFEITOS SOBRE O CARBONO AZUL EM MANGUEZAIS DE FLORIANÓPOLIS, SANTA CATARINA

  • Autor
  • Camila Furlan de Souza
  • Co-autores
  • Karla Juliana Silva da Costa , Ingrid Tizzatto de Jesus , Maria Julia Carvalho Cruz , Maria Raquel Kanieski
  • Resumo
  • O carbono azul é o carbono capturado e armazenado por ecossistemas costeiros, como os manguezais, contribuindo de forma significativa para a mitigação das mudanças climáticas. Nesta pesquisa, buscou-se analisar os efeitos das mudanças no uso e na cobertura do solo sobre o estoque e as emissões de carbono azul em manguezais urbanos na cidade de Florianópolis, no período de 2016 a 2023. Para tal, foram analisados mapas de uso e cobertura do solo do projeto MapBiomas, com resolução de 10m, para os anos de 2016, 2020 e 2023, associados à modelagem do carbono azul por meio do modelo Coastal Blue Carbon do software InVEST. Diferentes reservatórios para os manguezais tropicais foram considerados. A partir das transições de uso do solo ao longo dos anos avaliados, estimaram-se as variações no estoque de carbono, as emissões associadas e os padrões espaciais de sequestro. Os resultados mostram que a área de manguezais permaneceu estável, com conversões antrópicas inferiores a 1% da área total, reflexo da proteção legal dessas áreas. O estoque de carbono apresentou aumento significativo ao longo dos anos, passando de aproximadamente 260 mil Mg C em 2016 para cerca de 276 mil Mg C em 2023, indicando um balanço positivo. As emissões de carbono ocorreram de forma localizada, principalmente entre 2016 e 2020, associadas a transições para usos antrópicos. A biomassa foi responsável pela maior parte das emissões, ultrapassando a contribuição do carbono do solo. Por fim, conclui-se que, por mais que haja mudanças pontuais no uso do solo, os manguezais urbanos de Florianópolis mantiveram-se como sumidouros líquidos de carbono azul, com processos de acumulação superiores às perdas. Os resultados reforçam a importância da conservação desses ecossistemas, especialmente como estratégia de mitigação das mudanças climáticas. 

  • Palavras-chave
  • ecossistema costeiro; sensoriamento remoto; planejamento urbano.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel